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Report from Brasil: a Wild Swing to the Right

Report from Brasil: a Wild Swing to the Right
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Sao Paulo, Brazil–Went out to the supermarket to buy some groceries. Decided to go through Avenida Paulista to check what was happening in the streets. If anything was going on, sure as hell it was happening in Avenida Paulista. Lucky we live so close. After all, Paulista has been the battleground where our collective will manifests, for about three weeks now. Indeed, people were occupying it, each person holding a homemade sign, some giving passionate public speeches, while others (usually from the lower classes) were selling popcorn or boiled corn to increase the family income for the month. The middle class was proud and parading, and yes, also 1%ers parading their Gucci + Louis Vuitton fashion for a change.

Like the sordid Che Guevara T-shirt, protesting became an experience for mass consumption.

This tendency became evident on Thursday, 06/20. Paulista Avenue was flooded with moderate and conservative messages that were far from the original keynote of social justice. The discourse now seemed to align with values and causes that the rightwing media and military support. The message that started to emerge is an abstract opposition against “corruption and violence”, many of them blaming PT, Lula or Dilma. After the 0.20 cents one demand victory, the box of Pandora was open and everybody decided to go out and broadcast their opinion, with no regard to consistency, dialogue or strategical analysis.

It began to stink.

Yesterday, each bloc showed more yellow and green popping up, national anthems, and abstract calls for an end to “corruption”, as if corruption weren’t part of Brasilian politics since its beginning. Voices defending the restoration of fundamental values such as family, property, morals and nation. Tradition. Values. I started to feel a bit dizzy. Was this really happening? The tide was rapidly changing in Brasil. The conservative media – actually the only one we have – operated swiftly, maneuvering to push the issue of corruption and violence up on the priorities through their unrestricted control of television networks and big circulation print magazines. The fact that we spent decades in political submission and consumerist alienation in the wake of our military dicatorship helped: people were embracing any cause, even the ones pushed by rightwing nuts.

I had to talk to a real person. Panic attack was coming. That’s when a corner for a deep breath and a homeless man preparing his sleep grounds changed everything for me. His name was Chico and he had a productive cough and one eye taken by massive cataracts. We talked a lot, about politics, food and our healthcare system, and of course about the crazy past weeks… He told me some mean people “threw five bombs” at him just for shits and giggles.

He was an alcoholic that never robbed or stole from anybody, “why would they do that?”

Went home and tried to sleep. Woke up this Sunday to a chilly morning and an internet meme invoking soldiers, police, and firefighters to side “with the people” against the corrupt government of PT and Dilma (?!). Similar rhetoric as in 1992, when Collor was impeached; I freaked out a little bit, because we do have a recent history of coup-d’etats and manufactured consent orchestrated by MSM. Did more research, and finally ended up ruining my day: found an open letter dated 06/22/13 published in the Military Society Magazine {source: http://www.sociedademilitar.com.br/} co-signed by 300,000 active and reformed members of the Armed Forces suggesting they would “side with the people” to fight “vandals”, “corruption” and the deterioration of moral values in our society. A subtle warning that if the crooks that always existed in Congress continued their ways, the military might be forced to “legally intervene”. Their rethoric is supported by polls from respected institutes whose numbers show that a significant number of people [19%] want the armed forces to come back, 20% don’t care, and 8 % don’t know {source: Datafolha}. The letter is transcribed below.

What is clear now is that the next few weeks are uncertain. The narrative has taken a wild swing to the right and co-optation is a reality. The struggle for social and economic justice needs to think and act strategically or suffer the consequences.

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MILITARES em CAMPANHA NACIONAL ANTI-PT e Pró-Brasil.

Rumo a 2014. Precisamos impedir a destruição de valores fundamentais como família, honestidade e honra.

Militares entrevistados pela Revista Sociedade Militar em Copacabana, na passeata pelo reajuste de salários, manifestaram enorme decepção com administração do Partido dos Trabalhadores, marcada por escândalos como Mensalão e Cachoeira. “Pensávamos que seria um governo de um homem do povo para o povo, mas tudo indica que se transformou no governo dos escândalos e favorecimentos ilícitos”, disse um dos militares.

“No Brasil a família esta ruindo, no Rio a criminalidade só está sendo transferida para a Baixada e Niterói e a política de pão e circo só aumenta a cada dia… nos próximos anos vai ser só festa, e a roubalheira continua”. Diz outro militar, reformado.

Os militares das Forças Armadas somam mais de 600.000 entre os que estão em atividade e os da reserva. Somados com seus dependentes e círculos de influência esse quantitativo pode passar de 5 milhões de pessoas. Um número que definitivamente pode mudar os rumos de qualquer eleição.

Ainda que alguns pensem em criar um novo partido, para as próximas eleições a maioria parece ja estar se articulando para se candidatar dentro de legendas ja existentes, quase todos optam por partidos de direita.

Militares estaduais também estão muito insatisfeitos com o governo federal, que até hoje não facilitou para que as negociações sobre a PEC 300 prosseguissem. Na passeata em Copacabana verificou-se a presença de lideranças dos policiais e bombeiros do Rio de Janeiro, e isso acena para uma possível união de militares federais e estaduais. Se isso se concretizar e chegar às urnas certamente será um problema a mais para os políticos vermelhos.

Militares das Forças Armadas e auxiliares, comumente, são homens de conduta ilibada e bem relacionados, é freqüente assumirem cargos populares, como síndicos em seus edifícios, diáconos em igrejas católicas e evangélicas, pastores e líderes comunitários. Mencionamos ainda os milhares de militares reformados que atuam como professores em escolas particulares e cursos pré-concursos. Homens acostumados a liderar e aptos para discursar diante de pequenos e médios grupos, eles representam realmente um perigo em potencial para o partido da situação, principalmente se, unidos, resolverem usar sua influência para um objetivo comum.

Pesquisas demonstram que as Forças Armadas são as instituições com maior credibilidade no Brasil, o que confirma que os militares brasileiros gozam de boa reputação junto à sociedade.

Nos últimos meses há freqüente divergência entre militares das Forças Armadas e o governo. Manifesto Interclubes, abaixo-assinado dos oficias e marcha virtual, são exemplos de grandes questões surgidas redentemente, sem contar o reajuste de salários que não cobriu sequer a inflação.
Essa queda de braço com os militares pode causar bastante prejuízo político, já a curtíssimo prazo. A conquista de mais de 300 mil adesões em um abaixo assinado no Senado mostra que os militares de hoje já aprenderam a se mobilizar politicamente, e podem utilizar eu status moral para conquistar a população, em sites e revistas militares abundam as solicitações para que as forças armadas assumam uma postura diante do mar de corrupção que assola o país.

Temos certeza que nas proximas eleições, junto com os Militares federais e estaduais, os cidadãos honestos e conscientes expressarão sua insatisfação com a falta de perspectivas e a corrupção generalizada que assola o Brasil. A esmagadora maioria não acredita que qualquer tipo de autoritarismo seja a solução para o Brasil, mas se parcela significativa da sociedade tem falado nisso, é um indício de que ha muitos cidadãos insatisfeitos com a forma que tem sido conduzido o nosso país, e pode haver uma guinada à direita por parte do eleitorado, portanto, uma grande oportunidade para oferecer a opção de mudança. O momento é bastante oportuno.

Algumas pessoas parecem estar assustadas porque uma parcela da população resolveu se mobilizar legalmente contra o partido que quer se eternizar no poder, veja abaixo. Foram centenas de twitters e postagens desse tipo em blogs. Eles forçam a barra na interpretação e dizem que os militares pretendem dar dar um golpe!

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